Na sequência da realização da última Reunião de Câmara do presente mandato, os Vereadores eleitos pelo Partido Socialista, Eduardo Conde, Sérgio Lopes e Sara Pinho, consideram oportuna uma nota de balanço do trabalho por si realizado desde 2017.
Registamos sucintamente, para memória futura, o empenho que colocámos no exercício das funções de Vereadores de oposição, num contexto de dificuldades várias para quem as exerce, mas que nunca nos condicionaram o esforço de fiscalização atenta e de promoção de uma visão alternativa para a governação do Município de Ílhavo.
Exercemos o nosso mandato com muita honra. Agradecemos ao PS e aos eleitores a oportunidade que nos foi dada de representarmos os munícipes. No término deste ciclo político, reconhecemos ainda o contributo do camarada Alfredo Sousa, que exerceu as funções de Vereador em substituição da Vereadora Sara Pinho, durante alguns meses do ano de 2018. Também ele contribuiu, ainda que por breve tempo, para o trabalho por nós realizado.
Cumpre-nos também cumprimentar os demais eleitos nos diversos órgãos autárquicos do Município e das quatro Freguesias, e os funcionários da Câmara Municipal que tornam possível prestar serviço público de qualidade e proximidade, ademais nas circunstâncias difíceis que vivemos desde março de 2020.
Procurámos desempenhar o nosso papel em permanente diálogo e proximidade com a população e as forças vivas da nossa comunidade. Realizámos centenas de contactos com munícipes para abordarmos problemas e desafios de diversa índole, mantivemos permanente contacto com as nossas associações e coletividades, no sentido de conduzirmos a nossa ação com adesão à realidade, sempre dinâmica, da nossa comunidade.
Exercemos o mandato que nos foi atribuído pelos eleitores, através do voto no PS em 2017, com comprometimento, rigor e ambição.
Estivemos sempre comprometidos com o superior interesse do Município, no contexto do compromisso eleitoral do PS que nos vincula perante os que em nós votaram e, evidentemente, também perante os que em nós não votaram. Foi nesse contexto que exercemos as nossas funções em permanente diálogo com as forças vivas do concelho e as populações, no sentido de garantirmos que o acompanhamento que nos cumpria da atividade da autarquia aderia aos reais anseios e preocupações dos munícipes. E foi isso que sempre esperámos, tantas vezes sem sucesso, de quem tinha responsabilidades de governação.
Desempenhámos as funções de fiscalização da maioria com máximo rigor. Portanto, fomos exigentes connosco próprios e com a maioria. Pedimos sempre informação sem nebulosas, propostas clarividentes e legalmente habilitadas. Apesar das dificuldades de meios e de tempo que são consagradas pela Lei e pelos costumes aos Vereadores de oposição, acrescendo as frequentes omissões de informação, todas as posições por nós tomadas tiveram em conta o escrupuloso estudo dos dossiês e a exigência do cumprimento dos princípios democráticos, legais e éticos que se devem exigir na gestão autárquica.
Fomos sempre ambiciosos. Esperámos sempre as melhores propostas, devidamente estudadas e participadas. Para tanto, sem preconceito pela proveniência das ideias, aprovámos inúmeros investimentos assim como criticámos outros tantos. A cada crítica, fizemos corresponder uma proposta construtiva de implementação alternativa de investimentos ou iniciativas municipais. Estamos convictos que o Município teria saído a ganhar se houvesse abertura por parte da maioria para soluções mais dialogadas.
A dias do início do novo ciclo político, dirigimos um cumprimento a todos os eleitos que cessam funções, na pessoa do Sr. Presidente da Câmara, Fernando Caçoilo, com quem procurámos sempre relacionar-nos com respeito pela dignidade do cargo que ocupa. Manifestamos, com naturalidade democrática, os nossos votos de sucesso ao novel Presidente eleito, João Campolargo, a todos os eleitos que assumirão a gestão do Município e das quatro freguesias e a representação dos eleitores nas diversas assembleias.
Em democracia, não há poder sem oposição. Se a convergência deve ocorrer, sempre que se justifique, verdade é que a responsabilidade primeira de a promover compete a quem detém a maioria e a responsabilidade de governar, porque é a estes, afinal de contas, que foi atribuído o papel de liderar, processos de diálogo incluídos, naturalmente. Mas se a convergência é importante, a divergência também é essencial para marcar as diferenças entre as partes, sem unanimismos falsos ou calculistas, e assegurar a representação da diversidade de posições e ambições que emanam dos eleitores.
Julgamos ter cumprido esta nobre função com benefício para a solidez da nossa democracia local, para o desenvolvimento do nosso território e para a promoção da nossa coesão social.