Caros concidadãos,
O conjunto dos eleitos para a Assembleia Municipal pela coligação “Juntos pelo Concelho da
Mealhada” vem divulgar os seguintes pontos:
1- Constituiu um grupo municipal no seio da Assembleia Municipal da Mealhada no sentido
de ser reconhecido formalmente como uma associação de eleitos que trabalham em
conjunto, preparam as sessões de trabalho, debatem as propostas, combinam decisões,
num compromisso pessoal e livre de cada um dos seus elementos perante o grupo.
Para coordenador do grupo e representante perante a Mesa foi eleito Pedro Semedo.
Será criada uma conta de correio eletrónico do grupo para que todos os cidadãos que
entendam fazê-lo comuniquem connosco.
2- O grupo municipal nota com agrado que o conjunto dos eleitos pelo Partido Socialista se
mostra bastante mais ativo e interventivo do que tem sido costume desde há largos anos.
Porém, a forma como se expressou na última sessão da Assembleia Municipal,
abandonando em bloco os trabalhos, não augura nada de bom quanto às intenções e
modos de atuar. Sobretudo pela forma despropositada como alguns dos seus elementos
se dirigiram à Assembleia, através de gestos indignos, enquanto abandonavam as
instalações do Cineteatro.
Também não nos parece prometedor a não indicação de elementos para a comissão de
revisão do Regimento Da Assembleia Municipal, atrasando a inclusão de inovações no seu
articulado.
3- O grupo municipal declara e já o demonstrou que respeitará o acordo assumido no
período pós-eleitoral com a lista vencedora do sufrágio. Será uma colaboração atenta,
crítica e construtiva.
Já nos trabalhos dos anteriores elencos das Assembleias Municipais votámos a favor de
muitas propostas apresentados por outras forças políticas aí representadas, mostrámonos dialogantes e construtivos na negociação de soluções para diversos casos, aprovámos
propostas da Câmara Municipal.
Votámos sempre contra quando considerávamos que as propostas colidiam com a nossa
posição sobre as matérias em votação, como é óbvio, mas também quando nos eram
apresentadas de forma pouco transparente ou eivadas de ilegalidade.
A maioria absoluta de que o Partido Socialista então gozava era usada com arrogância,
assentava no poder de um homem só, não raramente acintoso.
Entretanto, os termos políticos mudaram e houve a necessidade de encontrar um modelo
de funcionamento que permitisse à Câmara Municipal governar e à Assembleia Municipal
deliberar sem o recurso a constantes guerrilhas entre as forças eleitas.
Nas Democracias maduras por essa Europa fora governa-se em coligação desde há muito,
através do diálogo, da concertação e com assunção de compromissos assumidos à mesa
da negociação.
Na Mealhada, é a vez de provar que também sabemos viver num sistema moderno e
construtivo.
A nossa posição é colaborante e construtiva, mas, repetimo-lo, atenta e crítica.
4- O grupo municipal manifesta a sua inquietação pela não aprovação das atas das últimas
três sessões da Assembleia Municipal anterior. A responsabilidade de tal omissão deve-se
inteiramente aos membros da Mesa que dirigia os trabalhos nessa época, à forma
atabalhoada como o anterior executivo forçou a aprovação de certas matérias, obrigando
à convocação de sessões extraordinárias sem que desse tempo para proceder à
aprovação de atas de sessões anteriores, assim como aos eleitos pelo Partido Socialista,
que constituíam então a maioria absoluta, que concordaram com tudo sem esboçarem
sequer qualquer atitude que revelasse sentido crítico.
Lembramos que a não aprovação das referidas atas torna nulas as deliberações aí
tomadas e prejuízos para a atividade normal da Câmara Municipal e para entidades
privadas envolvidas.
5- A grande motivação para a participação dos elementos do grupo municipal na política
local é a de contribuir para o aumento de bem-estar da população, para o progresso
equilibrado do concelho, para deixar aos nossos descendentes um mundo melhor do que
aquele que encontrámos. Recusamos jogos de poder pelo poder ou exercícios de vaidade
pessoal. Também não somos correias de transmissão de outros poderes, muito menos
representantes de interesses mais ou menos obscuros.
Estamos para servir.